quarta-feira, 9 de março de 2011

Não sei onde se perdeu
Não sei onde se escondeu
E toda aquela segurança
Não sei onde esqueceu

Todos aqueles conceitos
Toda sua firmeza
Todo seu valor
Aquela sua honra

Ao longo do caminho se dissipou
Se tornou apenas pedaços
Não pode reaver nenhum deles
O vento e o tempo apagaram o caminho de volta

Lembra o que era
Lembra como era
Gostava de tudo
Mas não sabe voltar

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Relembro o Impulso. sexta-feira, 29 de maio de 2009

Não me arrependo um segundo sequer daquele momento
Mesmo com medo
Arrisquei
Quis correr, fugir

Não sabia o que seria depois daquele dia
Na quarta arrisque e na sexta tive muito medo
Achei ter colocado tudo a perder
Pensei ter perdido a melhor das rosas

Até hoje ela sobrevive em meu jardim
Há dias com chuva, claro
Mas os dias com sol são os melhores
Pensam que só há chuva

Os dias com chuva
São os que eu reclamo mais
Os dias em que o sol aparece
Apenas curto ao máximo o seu brilho

Não me escuta falar do sol
Mas sempre estou com ele
Prefiro o sol
Mas note que é inevitável a chuva

Não me arrependo daquela quarta-feira
Não esqueço
Senti tanto medo
Mas fui tola

Depois daquele dia redescobri meu sorriso
Reaprendi a abraçar
Lembrei que há um coração por aqui
E o senti vivo

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

As vezes passo o dia inteiro esperando o sol aparecer
Esperando que ele me dê alguma notícia
Geralmente quando me diz que o dia ficará nublado
Chove o tempo todo

Com a chuva
Cai meu pranto
Fico apenas esperando o dia seguinte
Espero para saber se o sol me fará sorrir

Quando decido me conformar com a chuva
O sol diz que vai aparecer
E me chama para sorrir
Mas por que só quando desisto?

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

A rosa parece murcha com você aqui
Ela parece rancorosa
Você a irrita
A rosa sempre exclama: "Toda vez é isso!"

Quando a rosa não era sua
Ela era viva
Não era rancorosa
Nem irritada

Agora só se pergunta
Como fazer o sol a iluminar novamente?
Por que a deixa tão irritada?
A rosa poderia ser mais feliz

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Não vejo o que faço
Não sei quem destrato
Diga o que faço
Que eu pouco maltrato

Se guarda por dias teu tormento
Se em apenas uma hora de todos os dias me falas
Muito me assusta
Me encurrala

Tire teu tormento
Mas não provoque o meu
Me "acorde"
E não provocarei o teu

Diga logo o que sente
Tua aflição é a minha
Me tire este peso
Pois meu pranto é difícil segurar

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Quando estou triste
Uma palavra basta
Quando estou triste
Um abraço basta

Minha expressão triste não é a mesma raivosa
Meu olhar perdido não é de raiva
Um pequeno choque no canto da boca
Não é felicidade

Meu pranto não é raiva
Um abraço é necessário
O que quero não é briga
Minha sede é saudade

Se há barreira
Eu paro
Seu descaso não me faz amar menos
Mas me faz chorar mais

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

O que ganhei hoje
Não foi um olhar
Nem foi um abraço
Muito menos um beijo seu

O que ganhei hoje
Foi a oportunidade de rever meu pranto
O que ganhei hoje
Foi a oportunidade de vê-lo sentado ao lado dela

Esperei ela sair
Sentei ao seu lado
Mas nem olhar
E nem palavras ganhei

Ganhei apenas seu ciúme infundado
Talvez tão quanto o meu
A única coisa que quis ganhar
Hoje não pude ter